sábado, 18 de agosto de 2012

MARROCOS


Da janela do confortável escritório, Carlos, com um olhar meio perdido, observava nas ruas abaixo o fluxo frenético das pessoas que iam e vinham como formigas apressadas. Estava limpando as lentes do óculos, quando a secretária abriu a porta da sala.

- Carlos, a nova arquiteta já esta aqui.
- Como é o nome dela mesmo, Marta? - perguntou, guardando o lenço no bolso.
- Lígia Jordão.
- Esta bem. Certo, pode mandar entrar.

Quando a mulher saiu, Carlos ajeitou-se na cadeira. Dar as boas vindas aos funcionários, seu modo de faze-los sentirem-se desde o início como parte de um time, de uma família. Na verdade tinha todo um discurso preparado para essas ocasiões, mas quando viu Lígia, não lembrou-se das palavras.

Não era muito alta: um metro e sessenta, um metro e sessenta e cinco talvez (o salto alto, impedia uma avaliação mais precisa). A pele muito alva, contrastava com o castanho dos cabelos que desciam em longas ondas sobre os ombros. O corpo generoso de mulher, pleno em curvas e volumes, conservava no modo de sorrir (em um desabrochar luminoso de olhos amendoados e lábios carnudos), o ar doce e terno da quase menina. E havia ainda o perfume. Um perfume delicioso, que emanava-lhe dos poros e que em questão de segundos, invadiu a sala tomando-lhe os pulmões de assalto.

Uma troca de sorrisos, um indicar para que ela sentasse e ficasse a vontade, e começaram uma longa e calorosa conversa, onde o discurso articulado e as idéias ágeis da arquiteta, impressionaram Carlos ainda mais. Enquanto falavam, ele percebeu na jovem, uma chama criativa e entusiástica, muito semelhante a sua própria. Era como se pudesse olhar para si mesmo aos 20 anos. Assim, quando terminaram, e ele selou com um beijo a contratação da jovem, teve a absoluta certeza que dariam-se muito bem.

Vale a pena dizer que apesar de não ser belo, o jeito sereno e a fala pausada e sincera de Carlos, faziam aquele menino de trinta e cinco anos, um homem atraente. Ainda assim, raramente era visto com alguém. A vida e a experiência tornaram-no seleto no compartilhar das emoções. Não por frieza ou temor, mas pela certeza de que para ele, prazer a dois envolvia muito mais do que experiências de alcova (por mais agradáveis que fossem). Esse comportamento deu-lhe entre os amigos, a fama de excessivamente racional. "És analítico demais, Carlos", diziam. Mas com Lígia, essa tentativa de controle, foi um esforço vão.

Seu gostar entretanto, não conferia à jovem qualquer tipo de privilégio. Ao contrário, a admiração e respeito que recebia dos colegas, bem como seu crescimento na estrutura da empresa, deviam-se única e exclusivamente a seus méritos profissionais.

Mas a verdade é que a medida em que o tempo passava, e por mais que tentasse evitar, Carlos sentia-se mais atraído por Lígia. Os olhos da moça, seu jeito de sorrir, a alegria que contagiava seu coração ao vê-la chegar a cada manhã. O som de sua voz, tudo isso ganhava proporções cava vez maiores e mais profundas em sua alma. Desejava falar com ela, expor-se, mas tinha medo. Medo de sua reação, medo de como os outros funcionários poderiam encarar o fato. Assim, por respeito, ética ou medo, optou por não explicitar seus desejos; nem à ela, nem a ninguém. E permaneceu firme nesta convicção até que um dia, meses depois, foi a Salvador para receber detalhes sobre uma encomenda especial: um projeto para um resort, cujas linhas gerais deveriam basear-se na arquitetura marroquina. As custas incluíam duas semanas para pesquisas na região, em busca das referências e bases para o projeto. Percebeu nisso uma oportunidade única, e não teve dúvidas sobre quem deveria acompanhá-lo.

De volta a seu escritório, chamou Lígia, explicou-lhe o projeto e perguntou-lhe se gostaria de acompanha-lo. Com o sorriso sapeca iluminando-lhe o rosto, disse que sim. Iria imediatamente, se fosse preciso. Carlos pediu-lhe então para providenciar seu passaporte e documentos. Pediu-lhe também para reunir o maior volume possível de informações sobre o Marrocos, sua cultura e história, pois partiriam em breve, e deveriam estar preparados.

Durante a semana seguinte, Carlos encarregou Marta das funções administrativas da empresa, e distribuiu os projetos em aberto entre os gerentes. Não deveriam ocorrer imprevistos durante sua ausência.

E assim, as oito e quarenta e cinco na noite de uma quarta-feira, Lígia e Carlos embarcavam no Aeroporto Internacional do Galeão em direção a Madri, Espanha. De lá foram à Casablanca já no Morrocos, de onde seguiram até Marrakech, onde um guia já aguardava por eles.

Já passava noite alta, quando chegaram ao hotel. Entretanto, apesar do cansaço causado pelas quase 18 horas de viagem, não conseguiram manter-se impassíveis diante na imponência da construção que era em si mesma, uma aula de arte e história. Maravilharam-se com os detalhes dos grandes pórticos, cujos ornatos ricamente recortados lembravam-lhes a sutileza da renda nordestina. Do teto, muito elevado e sustentado por fileiras de colunas gigantescas, pendiam enormes lustres em cristais e metal trabalhado. Encantaram-se em particular, com as paredes finamente decoradas de infinitos padrões geométricos de cores vivas.

Após o registro, cansados e preocupados com o trabalho que começaria no dia seguinte bem cedo, resolveram subir logo. Ao entrarem em seus aposentos porém, descobriram surpresos, que os quartos não apenas eram próximos, como comunicantes entre si, através uma porta, onde uma pesada cortina de tecido, funcionava como a única divisão formal entre os dois cômodos.

Diante do espanto do casal, o funcionário apressou-se a explicar-lhes em um inglês impecável, que esta era uma prática muito comum na região, principalmente em construções tradicionais como aquela. Um pouco constrangidos, mas sem ter como contra-argumentar, aceitaram a explicação do marroquino, que saiu logo em seguida, deixando-os a sós.

- Já pensou quando o pessoal do escritório souber? Não vão mais largar do pé da gente! - disse a arquiteta sorrindo.
- O pior, é que é bem capaz que digam que fui eu armei tudo! - brincou Carlos.

Rindo do inusitado da situação, Lígia deu-lhe um beijo de boa-noite e seguiu aos seus aposentos.

Sozinho em meio a seus pensamentos, o homem começava a desfazer as malas, ajeitando metodicamente as roupas dentro do pesado armário de madeira escura, quando ouviu no quarto ao lado o som da água que em cascata: Lígia preparava seu banho.

Pouco quanto o som parou, pode sentir nitidamente, quando a menina entrou na banheira, e imaginou a elevação gentil das águas, a medida em que pernas, coxas e nádegas submergiam eram recebidas em seu ventre morno.

O coração de Carlos disparou. Saber que a mulher que desejava tanto, estava ali, a uns poucos metros, nua, entregue, fazia seu sangue ferver.

Decidido a não perde-la num rompante animal, foi ao próprio banheiro, tirou o óculos, abriu a torneira e jogou a água fria no rosto e nos pulsos, tentando recuperar a sanidade. Depois, passou devagar as mãos pelos cabelos molhados, deitando-os da fronte à nuca, desalinhando ainda mais a mecha branca que teimava em pratear-lhe o rosto.

Voltou ao quarto, apagou as luzes, jogou-se sobre a cama, fechou os olhos, e tentou dormir; não conseguiu! Agitava-se de um lado para o outro na cama, cobria-se e arrancava as cobertas, como se fossem elas as causadoras de seu desconforto. Em sua mente, um turbilhão de proporções continentais tomara conta de seus pensamentos, impedindo-o de estabelecer qualquer ordem lógica de raciocínio. Sentia apenas a fome: enorme e crescente, e a eletricidade que percorria-lhe em raios fazendo-o sentir latejar até a raiz de seus cabelos.

Sentou-se da cama, o corpo lavado em suor como se estivesse exposto ao sol causticante do deserto. Olhou para o portal que separava-os e viu na língua de luz que vinda do quarto anexo invadia-lhe o cômodo, que Lígia ainda estava acordada. Chega de medos, chega de receios, chega de racionalizar, chega de amarras. Chega! Não podia, nem queria mais evitar o que sentia. Seria tudo ou nada.

A mulher já estava de camisola, quando o homem irrompeu quarto adentro.

- Carlos! - disse a mulher que assustada, puxou o lençol da cama para cobrir-se.
- Desculpe, Lígia. Não precisa ficar assustada. Mês eu preciso te dizer. Não era isso que eu tinha em mente. Não era assim que eu queria lhe contar. Mas eu não consegui mais guardar isso dentro de mim, mesmo correndo o risco de que você me rejeite, e queira sair daqui amanhã mesmo. Ainda assim eu precisa dizer que te desejo, que estou apaixonado por você.

E no silêncio que reinou no quarto, ele fitou-a de uma forma tão forte, tão penetrante, que fez com que ela sentisse-se nua. Era um pedido explícito para que ela decidisse o que deveria acontecer a partir daquele momento.

Lígia não precisou, ou não quis responder. Deixando no chão, o lençol que cobria-lhe o corpo, e veio até ele, que imóvel como uma estátua, sentia o coração saltar-lhe na garganta.

Parou tão perto de Carlos, que podia sentir sobre si o fluxo de sua respiração. De olhos semicerrados, sorriu e sem desviar o olhar, pousou-lhe os dedos longos sobre os lábios, e ficando quase na ponta dos pés sussurrou-lhe no ouvido:

- Pensei que você nunca teria coragem de me contar!

Carlos puxou-a para si, e beijou-a. Um beijo longo, eterno, molhado.

Lígia sentia sua língua ser envolvida ora por pequenos beijos, ora pela língua de Carlos que percorria-lhe por toda a parte, desenhando-lhe os lábios rubros e carnudos, chupando, mordendo e puxando a carne macia. A mulher, com a cabeça ligeiramente tombada para permitir a maior intimidade das carícias, sentia com prazer a língua estranha brincar com a sua, contornando-a, lambendo-a, explorando todo o interior da sua boca. Sentindo as mãos e as unhas dele, na carne de suas costas, expôs convidativa a língua, para que o homem puxando-a ainda mais para fora, pudesse chupasse devagar, arranhando-a de leve com o corte dos dentes afiados.

Por momentos ficaram assim, tomando conhecimento de seus corpos e das sensações que provocavam ao outro. Tomando-o pelas mãos, Lígia conduziu-o ao leito, onde o deixou sentado a beira da cama Depois, sem pronunciar uma palavra, virou-se de costas, puxou para o lado os cabelos longos, e expôs-lhe a nuca onde um delicado fecho de prata, unia as alças da lingerie de frente única. Carlos abriu o pequeno gancho, permitindo a peça delicada deitar vaporosa aos pés da mulher, transformando-se numa concha perolada, de onde a mulher, tal qual Vênus, emergiu.

A visão da mulher fez Carlos sentir o fogo tomar-lhe os olhos. Era exatamente como imaginava que fosse. A cintura fina aumentava a proeminência dos seios fartos (onde mamilos pequenos e delicados coroavam soberanos as aréolas rosadas), e as curvas naturalmente generosas do quadril (ainda mais acentuadas pelas tiras finas nas laterais da calcinha branca de algodão, que cobria-lhe o delta). Na lingerie delicada, um pequeno desenho ingênuo, quase infantil, localizado exatamente sobre o volume do sexo, conferia-lhe ainda mais a aparência de menina-mulher.

Teve o impulso de levantar-se, mas Lígia pousando as mãos sobre seus ombros mantendo-o na cama. Em resposta, ele passou as mãos pelas curvas de seu corpo, como se quisesse familiarizar-se com ele. Depois, segurou-a pelas ancas, trouxou-a para si, e colando os lábios em seu ventre, brincou com o pingente de prata que adornava-lhe o umbigo. Alternando os gestos suaves, vez ou outra, Carlos pinçava-lhe com a ponta dos dentes, a carne tenra do ventre, que contraia-se cada vez mais profundamente.

Sentindo-se aninhada naquele homem, que cobria-lhe o corpo com carícias libertinas e libertárias, Lígia, de olhos fechados para ver melhor, sentia-se mergulhar mais numa espiral de prazer. Sem qualquer pudor, os dedos de Carlos corriam livre sobre a pele alva da mulher, criando trilhas rubras ao longo das costas e nádegas. Apertando, arranhado e aquecendo-lhe a carne sob o tecido da peça mais íntima.

Carlos continuou a acaricia-la, querendo incendiar cada poro com o toque ardente de suas mãos, com as carícias de sua língua, com o som de sua voz, sussurrando-lhe palavras amantes. Usando tudo que pudesse para fazer com que aquela mulher sentisse a mesma febre, que há meses, queimava-o por dentro. Quando sua boca, tocou-lhe o sexo (ainda sobre o algodão), Lígia inspirou fundo, tombou ligeiramente seu corpo sobre o dele, e com as mãos perdidas no negro mar revolto dos cabelos dele, sentiu-se umedecer completamente.

Carlos, sorriu ao sentir o calor e o perfume que emanavam do sexo da mulher. Era hora de despi-la totalmente, deitar-se a seu lado, sentir-lhe todo corpo colado ao seu.

Com os polegares, penetrou-lhe as laterais finas da calcinha, e começou a trazer a peça para baixo. Para facilitar, Lígia afastou ligeiramente as coxas grossas, e com um movimentar de pernas que assemelhava-se a um caminhar, permitiu que a peça descesse languida até chão.

Diante de seus olhos, revelou-se um sexo lindo, de pelos negros bem aparados. E estando assim, tão próximo, Carlos não resistiu e colocou sua cabeça sobre ele. Os cachos sedosos encostaram em seus lábios e o enlouqueceram. Como um gato, correu a língua vagarosa e molhada pela extensão da fenda, e separando-lhe ligeiramente suas metades pode sentir o gosto do mel que já cobria-lhe as paredes rosadas. Ao alto, como um guardião, o broto pequeno e delicado, começava a despertar, abandonando o refúgio macio da carne debruada.

- Levanta. Quero tirar tua roupa. - pediu-lhe a mulher.

Ele levantou-se e ela beijou-o. A cabeça de Carlos, desce a cabeça aos ombros da menina, beija-a na garganta, e no pescoço onde as veias palpitavam e ela sente-lhe os dentes mordendo-lhe carne, estimulando o sangue a correr ainda mais rápido. Beijaram-se novamente, e enquanto a língua da mulher circulava em torno da dele vezes sem conta, ela livrou-o short e da camisa do pijama que usavam. As roupas foram caindo a seus pés e eles continuaram beijando-se. Nus, com os corpos apertados um contra o outro, Lígia estremeceu ao sentir o membro rijo, pressionando-lhe o púbis. Depois, com a boca ainda em seu rosto, Carlos pegou-a no colo e carregou-a para cama.

Cúmplice da primeira noite dos amantes, a imensa lua do islã, penetrava pela janela, estendendo-lhes um tapete de luz e prata até o leito.

Colocando-a de costas, sob o colchão macio coberto por lençóis de linho branco, Carlos vem por cima dela um enorme e faminto como Lobo. Ele a beijou como jamais fora beijada: bem fundo, explorando alternadamente, sem negligenciar a menor superfície, os lábios, a língua, o palato, os dentes.

Ela murmurou:

- Me chupa?

Ele sorriu, e começou a descer o corpo. Beijou-lhe a parte interna das coxas, e a região mais próxima a seu sexo. Passou a língua devagar o vale que unia a coxa ao púbis, onde a viés da calcinha havia pintado de vermelho a sua carne.Carlos começou então a brincar com os pelos perfumados, usando a língua molhada, para faze-los tombar ora para um lado, ora para o outro, da mesma forma como fazia o vento ao soprar o relvado, nos dias quentes de verão.

A buceta eriçava-se diante das carícias, e Lígia sentia-se dissolver, enquanto remexia suavemente os quadris, sentindo o mel escorrer do seu interior e o clitóris expandir-se em direção a língua cada vez mais próxima. Com os lábios pousados a volta do grelo, tocou-o suavemente com a ponta da língua áspera, deixando a saliva morna torna-lo ainda mais sensível. Por vezes sem fim, ele circundou-lhe o clitóris pulsante, enquanto os lábios subiam e desciam, ampliando o prazer. Algumas vezes parava, e com os dentes arranhava de leve o pequeno botão de carne rósea.

Lígia serpenteava o corpo, pressionando com as mãos, a cabeça de Carlos, de encontro a seu sexo. Carlos abriu-lhe então com dois dedos as pétalas do sexo, e excitados, seus olhos deliciaram-se com o delicado fluxo de mel, que fazia brilhar a carne das paredes rosadas.

Quando por fim sua língua invadiu-lhe a gruta, a mulher não se conteve deixando escapar um gemido profundo, dobrou o corpo tencionando-o como um arco pronto a disparar.

Suas carícias tinham uma grande qualidade: às vezes eram ternas e suaves, às vezes ferozes, como as carícias de um animal selvagem.

Experiente, ao mesmo tempo em que lambia-lhe a buceta, sentindo suas texturas e explorando todas as anfractuosidades, Carlos mantinha com o polegar, o estímulo da parte mais exterior do clitóris. Quando ele percebia que o gozo dele estava para chegar, simplesmente parava, descansavam alguns momentos e em seguida retomava as carícias. Fez isso de modo tão intenso e por tanto tempo, que Lígia jamais soube precisar se aquele momento durou minutos ou horas.

Mas foi ela quem numa fala, entrecortada pediu:

- Me come... me come.

E girou o corpo da mulher, deixando-a de quatro na cama. E vindo por trás, aninhando-se entre suas pernas. Expondo-lhe a bunda alva e redonda aos caprichos de seus desejos. A mulher já não raciocinava mais, tudo que pensava era no prazer que sentia.

Tocou-a por baixo, Carlos sentiu a entrada da gruta molhando, e posicionando a glande, passou um dos braços ao redor da cintura da mulher. Depois com a outra mão transformou em rédeas os cabelos da mulher, puxou-a pra si, e afundou-se no mel que pingava do interior da mulher.

Lígia gritou, sentindo-se rasgar por um ferro em brasa.

A mão direita do homem, vez ou outra a abandonava a cintura da mulher, para em concha cobrir-lhe os seios, amassando-lhes a carne, estimulando os bicos duros. A mão esquerda, nas rédeas-cabelos, forçava a mulher para trás, arqueando seu corpo. Excitada ao extremo, sem ter como segurar seu prazer, Lígia implorou:

- Me faz gozar... goza.. goza, comigo!!!

Ele começou então a empurrar com violência, movimentando-se, no ritmo selvagem e crescente do orgasmo. Gozaram quase simultaneamente. E Lígia ronronou como uma gata, ao sentir o esperma quente e perfumado do homem, explodindo dentro dela, misturando-se ao seu próprio gozo. Exaustos e plenos, tombaram e adormeceram assim como estavam, unidos.

As semanas seguiram-se plenas. E se durante o dia percorriam a cidade e os mercados, pesquisando e aprendendo detalhes sobre a arte e a cultura, era a noite, sob a imensa lua mediterrânea, que faziam suas mais importantes descobertas.

7 comentários:

MARÍLIA disse...

uau!!!!! me tirou o folego....fiquei em brasas!!!! estava esperando ansiosa pelo que viria....sabia que ia ser mais um conto magistralmente escrito e deliciosamente devorado pelos seus leitores assíduos, me sinto privilegiada em lê-lo....querido lobo você sabe que eu te adoro e tu cada vez me encanta mais com a forma singular que escreves...tu consegues exprimir em palavras,toda a doçura e paixão,erotismo e sensualidade!!!! sinto-me exultante por te-lo achado....mais uma vez obrigada por ter compartilhado conosco essa delícia de escrita!!!!
bjosssssss ardentes!!!!
mah

Crys SJ disse...

Uiiii calor aqui demais da conta meu lobo...rsrs
Beijos e beijos em ti!

Loboguará disse...

Oi Mah,

Menina... é sempre bom demais ter você por aqui. Obrigado pelo imenso carinho que tem comigo e com meus textos e por tua presença nessa minha floresta.

Lambidas do Lobo

Loboguará disse...

Oi Crys...

Muito obrigado pelo teu carinho... admiro demais você é sou um grande fã de teus textos.

Lambidas do Lobo

aldrey disse...

Passando pra deixar um beijo!

SenhoraLúcifer disse...

Nossa que delícia este Lobo viajante!

Ficou delicioso, muito bem escrito como sempre, envolvente e, sou suspeita...sua fã.

Beijos gulosos.

Lou Albergaria disse...

saudades, Lobo sumido!!


Que conto hein! maravilhoso!

Beijos!!