quinta-feira, 28 de junho de 2012

EM MEIO AS NUVENS


Após a longa e emocionada despedida dos pais, parentes e amigos, Cláudia administrava sua ansiedade lendo revistas na sala de espera, enquanto aguardava pela hora do embarque. Finalmente após meses de planejamento e economia, a menina realizaria um de seus maiores sonhos: ir à França, estudar em uma das mais importantes e respeitadas escolas de gastronomia do mundo.

No sistema de som uma voz feminina em tom suave e elegante anunciou:

- Atenção passageiros do vôo JJ 8096, que parte as 20h com destino a Paris: por favor dirijam-se ao portão 14 para o embarque.

Cláudia se levantou - e tomando cuidado para que a alça não lhe repuxasse os cabelos longos -, jogou sobre o ombro a bolsa grande de couro macio, que seguiria com ela como bagagem de mão. Depois, seguiu ao local indicado onde as funcionárias da companhia aérea, após uma breve checagem de seus documentos, lhe deram acesso ao interior da nave.

Dentro do avião, o uniforme azul, a atenção e autoridade dos tripulantes encarregados de recepcioná-la, o aroma de limpeza, tudo concorria para deixa-la ainda mais eufórica. Sentiu-se bem e recompensada por toda a burocracia vivida em agências, filas e guichês.

Levando-a à primeira classe, a comissária indicou-lhe seu assento: o mais próximo a janela na última série de assentos. Achou bom o lugar. A localização próxima a divisória acústica e a ampla distância entre fileiras, garantiriam seu conforto e privacidade durante a viagem. A funcionária então recolheu e acondicionou sua bolsa no compartimento de bagagens situado logo acima, e depois, de forma metódica, explicou-lhe a localização e função dos controles de inclinação do encosto e pés da poltrona (que totalmente abertos tornavam-se um leito bastante confortável), do sinalizador (caso desejasse solicitar alguma coisa à tripulação), e da luz de leitura (que acionada, projetou uma pequena elipse amarela sobre sua coxa).

- Gostaria de algo para ler? - perguntou-lhe a aeromoça.
- Não, obrigada! Eu comprei essas agorinha mesmo.
- Muito bem. Se precisar de algo, basta chamar. - e despedindo-se com um sorriso, deixou a menina entregue a seus pensamentos.

Cláudia esticou o pescoço e fez um rápido reconhecimento no ambiente. Constatou que estava quase deserto: duas crianças acompanhadas da mãe; um casal com ares de lua de mel; mais uma meia dúzia de pessoas e só. No assento ao lado, nenhum sinal. Fechou os olhos, e torceu para que se viesse a ser ocupado, ao menos fosse por alguém agradável. De qualquer não iria preocupar-se com isso, desejava apenas se entregar aos braços lanosos daquela poltrona macia, e nada mais.

- Com licença. São suas? 

Cláudia abriu os olhos e viu o homem, que sorria ao seu lado. Sem entender porque, sentiu-se presa ao desalinho daquele sorriso e emudeceu.

Ele insistiu:

- São suas? - disse apontando para as revistas sobre a poltrona.
- Ai, desculpe! É que como não tinha ninguém eu... - disse ela, recolhendo as revistas - Ai meus Deus, que vergonha. Me perdoe!
- Que é isso! Não tem problema. Não foi nada... - respondeu com um sorriso ainda mais aberto.

Enquanto o homem ajeitava sua bagagem no compartimento, Cláudia aproveitou para discretamente avaliá-lo melhor. Não que fosse particularmente bonito (não era): não era alto, estava visivelmente acima do peso, usava óculos (embora a leveza da armação quase não interferisse em seus traços). Mas ainda assim, e apesar de tudo, havia algo incerto que tornava-o bastante atraente. Tentou adivinhar-lhe a idade: trinta e oito, quarenta anos? Não deveria ter muito mais do que isso. No rosto oval e suave, a única denúncia ficava por conta de uma mecha bem acima dos olhos, onde os cabelos negros começavam a pratear. Reparou nas sobrancelhas grossas e unidas, que conferiam força e expressão ao escuro profundo de seus olhos, na boca pequena de lábios grossos e vermelhos, e no tom azulado da pele, na parte inferior do rosto, prova de uma barba cerrada.

Involuntariamente, os lábios carnudos da menina elevaram-se, desenhando um sorriso de aprovação em seu rosto. Neste exato momento, o homem ainda de pé, cruzou seu olhar com o dela e sorriu. Mas desta vez, não foi um sorriso inocente como o primeiro. No brilho intenso dos castanhos, havia agora um que de malícia. Era como se soubesse no que ela pensava. Sentindo-se desnuda, Cláudia ruborizou e desviou seu olhar.

Foi a voz do comandante, em tom grave e pausado, saudando os passageiros, que amenizou o constrangimento da menina. Em português e inglês, seguiram-se informações como horário, listagem dos tripulantes, condições de vôo, além da instrução de que com a proximidade da decolagem, os cintos deveriam ser imediatamente afivelados, e que nenhum passageiro deveria fumar ou deixar seu lugar, enquanto a luz vermelha mantivesse-se acessa. Momentos depois, um zumbido grave até então inaudível (graças ao isolamento acústico da aeronave), começou a ganhar intensidade, indicando o despertar das turbinas.

A princípio a mulher não sentiu mais do que um leve solavanco quando o avião começou a rodar ao longo da pista. Mas quando ao fim da corrida, o nariz da nave empinou e a potência das turbinas libertou-os do chão, Cláudia sentiu-se colada ao encosto.

Corrigindo o curso, o avião inclinou fazendo a lua girar ao seu redor. Olhando pela janela as luzes da cidade abaixo, Cláudia sorriu e começou a cantarolar baixinho, a mesma canção que a mãe, apaixonada pela cidade, cantava-lhe sempre que vinha com ela ao Rio:

- Minha alma canta/ Vejo o Rio de Janeiro/ Estou morrendo de saudades/ Rio seu mar, praias sem fim/ Rio você foi feito pra mim...

- Cristo Redentor/ Braços abertos sobre a Guanabara/ Este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você/ A morena vai sambar/ Seu corpo todo balançar - completou o homem.

Cláudia assustou-se. A emoção da partida, a visão da cidade e a imagem da mãe, haviam feito-a esquecer de sua presença.

- É uma música linda, para uma cidade linda. - disse ele, iniciando a conversa
- É sim. Minha mãe canta sempre que vem ao Rio.
- Vocês não moram no Rio, então?
- Não. E você, é daqui?
- Eu nasci aqui, mas moro em Paris já há alguns anos. Estava de férias, mas infelizmente acabaram. Esta viajando a passeio?
- Não. Vou estudar!
- Ah, Que bom! E vai estudar o que?
- Especialização em gastronomia.
- Mesmo? Nossa, que coisa chique, hein? - disse provocando o riso da menina - Meu nome é Henrique, e o seu, como é?
- Cláudia.

Entretidos um com o outro, só perceberam a presença da comissária, quando ela pedindo desculpas por interromper a conversa, informou as opções do jantar que seria servido a seguir: Rosbife ao vinho e tamarindo, Salada de lichias e nozes pecã, ou Raviole ao molho de champignons.

- E então Cláudia, o que recomenda? - diz ele.
- Bom... eu particularmente adoro massa.
- Decidido então! Raviole.
- E para beber? - Perguntou a funcionária, cuja loirice tornavam ainda mais noturnos, os cabelos anelados da jovem gastrônoma.
- Posso? - perguntou o homem a jovem.
- Por favor...
- Gosta de vinho?
- Gosto sim, embora tenha de confessar que sou mesmo é fã de uma boa caipirinha. - fazendo-o rir novamente
- Tinto seco então, pode ser? - pergunta Henrique a tripulante.

A comissária sorriu concordante, e saiu, deixando-os a vontade para prosseguir com a conversa. Retornou um pouco mais tarde, e instalou diante deles duas pequenas mesas onde acomodou os recipientes de formas insólitas com os pratos escolhidos. Fixa em cada bandeja, uma pequena garrafa de 185ml de vinho. O ótimo paladar da pasta, o vinho jovem e ligeiro - que corretamente servido, estava com sua vinosidade ainda mais acentuada -; tudo mais que perfeito. Houve ainda diversas sobremesas, entre as quais uma em particular, encantou a menina: um Sorbet de abacaxi com hortelã, servido em uma taça que de tão pequena parecia ser de brinquedo.

Quando mas tarde recolheram as mesas, Cláudia não só havia confirmado sua primeira impressão sobre Henrique, como também descobrira encantada, que além de atraente, ele era um homem extremamente sedutor. E assim, entre sorrisos e olhares, cada vez mais cúmplices e permissivos, conversaram por um bom tempo.

Foi pelo silêncio do ambiente, que notaram que os outros poucos passageiros já dormiam. De modo discreto, chamaram a aeromoça e perguntaram-lhe as horas. Espantaram-se ao saber que já passava e muito das 2h da manhã. Resolveram descansar também.

A funcionária tirou com cuidado cobertas e travesseiros do compartimento superior e entregou-os ao casal. Em seguida, apagou as luzes, serrou as cortinas - isolando-os da fileira de poltronas a frente -, e saiu. Agora, apenas a luz tênue e amarelada do corredor central da nave, impedia que objetos e pessoas perdessem suas formas.

Cláudia, num quase murmúrio, desejou boa noite a Henrique. Depois oscilou o encosto - transformando a poltrona em leito -, e num giro rápido deitou, pondo-se de costas para ele. Com o movimento, o vestido correu-lhe no corpo, tornando mais visíveis a forma das coxas grossas. Henrique encantou-se com as ancas largas, e com a cintura bem marcada. Seu prazer porém foi breve. Com frio, Cláudia lançou sobre si a coberta de caxemira azul, que fora-lhe entregue momentos antes pela comissária. Henrique fez o mesmo com sua poltrona e deitando-se sobre o lado esquerdo do corpo, desejou a jovem um bom descanso.

Apesar do cansaço e do adiantado da hora Cláudia não conseguiu dormir. Mesmo assim como estava, de olhos fechados e de costas para ele, tinha plena convicção de que o olhar do homem não afastava-se dela. Essa consciência curiosamente traduziu-se numa incomum sensação de prazer, como se estivesse estirada sob o sol numa praia de areia quente. Na verdade, sentiu-se lisonjeada com o fato de um homem assim ter se interessado por ela. Queria ter certeza, mas tinha medo de olhar e cair no ridículo, descobrindo que tudo não passava de uma fantasia sua. Suas dúvidas não duraram muito.... a mão do homem tocando-lhe o corpo, provou que o que intuia era bem real.

Ficou surpresa consigo mesma ao perceber que não estava com medo, nem chocada. Ao contrário. Cada toque contribuía apenas para tornar seu corpo mais receptivo. Mas quando a mão vagarosa, enfiou-se por baixo da caxemira e pela primeira vez tocou-lhe a pele nua das pernas, tentou escapar do encantamento. Quis racionalizar, ficar indignada, mas não conseguiu. Traída pelo próprio desejo, resistiu apenas o suficiente para fruir melhor do prazer do abandono, que anunciou-se com uma consciência morna que tomou-lhe por completo.

Sob a proteção da luz difusa e das cobertas, a mão direita de Henrique rastejou sinuosa subindo pela perna bem torneada da jovem. Com a ponta dos dedos explorava a seda macia de sua carne, que arrepiava-se com sua passagem. Quando a mão saliente, ultrapassou o limite de vestido e precipitou-se para dentro, Cláudia sentiu-se umedecer e seu cérebro dominado por imagens de fogo e luxúria, perdeu qualquer sombra de racionalidade. A partir daquele momento, eram apenas ela e o homem. Nada mais importava, nada mais existia.

Colando-se mais a ela, Henrique fez sua mão prosseguir a jornada, deixando os dedos largos seguirem insolentes, ao encontro do vale formado pela união das pernas sobrepostas. No caminho, as unhas bem cortadas arranhavam-lhe a pele alva, criando trilhas de tons sangüíneos, a medida em que avançavam.

Quando os dedos forçaram passagem, enfiando-se por entre a maciez de suas coxas, fechou seus dedos sobre a carne tenra, e puxando-a sobre si, deixou o braço esquerdo ficar sob seu corpo, para que com a palma da mão pudesse tocar-lhe forte e suavemente o pescoço, assim como se agrada à um puro-sangue.

Cláudia suspirou profundamente, quando a mão direita do homem empurrando para cima a barra do vestido, forçou-lhe a abertura das coxas e tornou a subir num movimento lento em busca de novos territórios. E quando a mão dele em concha, alcançou-lhe o cós da calcinha de algodão, ela gemeu com os lábios entreabertos, sentindo os dedos dele correrem pelas dobras da virilha, traçando os lados de seu triângulo.

Forçando o rosto dela de encontro ao seu, o homem beijou-a. Um beijo longo, molhado. Por vezes sem fim, sua língua percorreu a dela, circundando, chupando, mordendo, enquanto o peso da mão direita -pousada sobre o volume quente do púbis -, exercia uma pressão suave sobre o sexo febril.

Dizendo-lhe bobagens molhadas ao ouvido, Henrique tomou-lhe o interior da peça mais íntima, maravilhando-se com a forma como o tosão negro se dobrava cedendo espaço à sua passagem.

Esquadrinhando seus mistérios e tocando-lhe pela primeira vez sem obstáculos, acariciou as pétalas inchadas de desejo, e forçando a separação de suas metades, expôs o interior da vulva rósea, cheia e molhada. Numa carícia mais vigorosa, agarrou-lhe o sexo e os pelos que o cercavam como se quisesse arrancá-los do corpo de Cláudia.

A mulher gemeu, reconhecendo no homem, a qualidade de saber alternar ternura e suavidade, com ferocidade e paixão.

Depois, com a ponta dos dedos sentiu a sinuosidade da carne debruada, e se demorou para brincar com o pequeno botão ereto e pulsante. A princípio sem tocá-lo diretamente, limitou-se a circundá-lo. Depois, pousando o dedo médio sobre ele, como um artista que conhece muito bem o seu instrumento, o fez vibrar.

Entregue, Cláudia sentia-se desfazer nos dedos do homem, que sem pressa, acompanhava o sulco dos lábios, mergulhando entre eles, passando pelo grelo duro, para repousar entre os caracóis dos pelos sedosos. O ventre da mulher subia frenético, indicando o fogo que lhe ardia as entranhas. A cada novo gesto, a cada nova passagem, seus movimentos tornavam-se mais íntimos e intensos, e ele mergulhava mais profundamente no interior da boceta molhada.

De tempos em tempos, a cada vez que Henrique sentia o prazer da menina se aproximar, ele por puro capricho ou calculismo, diminuía o ritmo.

Mordendo os próprios lábios para represar o grito que lhe subia pela garganta, a mulher arqueava o tronco, aproximando-se cada vez mais do espasmo para o qual o homem parecia querer conduzi-la, mas que ao mesmo tempo, não permitia que atingisse.

Cláudia queria, precisava gozar.

- Me deixa gozar... me faz gozar! - implorou

Abraçando-a e inclinando-se mais ainda sobre ela, Henrique intensificou seus movimentos. Cláudia estava perto, muito perto. Os dedos grossos corriam dentro dela, agitando-se como nadadores dentro de um oceano de mel. A mulher começou a agitar a cabeça à direita e à esquerda, emitindo uma série de gemidos abafados, abriu os olhos em busca dos do homem, e gozou intensamente perfumando-lhe com o seu prazer.

Ele queria mais. Mais do que poderia ali, na presença de todos.

- Vá ao banheiro, tire a roupa e espere. Vou em seguida. - disse ele

Com os olhos amendoados, carregados de desejo, a mulher não teve dúvidas em obedecer. Assim, colocando a poltrona na posição original, a mulher ajeitou a lingerie e o vestido, beijou-o, e contornando o homem (não faltava espaço para isso), saiu.

No caminho cruzou com a comissária.

- Sem sono? - perguntou a aeromoça

Sem parar, a mulher sorriu (um sorriso amarelo), fazendo que sim.

Ao entrar, Cláudia admirou-se com o requinte do toalete, cheia de espelhos, e acessórios, cristais e loções. Não quis perder tempo, sabia que o homem logo estaria ali. Abaixou o zíper, fazendo cair o vestido de chamois. Não usava sutiã. Sobre seu corpo de menina mulher, havia agora apenas a delicada calcinha branca de algodão (pintada por minúsculos corações vermelhos) já completamente encharcada por seu prazer. Enfiando os dedos por dentro das finais laterais, tirou-a também.

Enquanto esperava por Henrique, observou seu corpo através dos espelhos. Viu os seios fartos, de aréolas largas e muito rosadas, encimadas por dois pequenos botões tenros, que rijos, tinham a espessura da ponta de seu dedo mínimo. Gostava particularmente, da pequena pinta preta que adornava-lhe o seio esquerdo, e que só era visível nos decotes mais ousados, ou como agora, quando estava nua.

Deslizou a mão pelo centro do corpo, pela cintura fina que ressalta ainda mais as linhas generosas do quadril. Seguiu pelo ventre macio, que a emoção tornava ainda mais morno do que o normal. Brincou, prendendo entre os dedos, a pequena jóia de prata - em forma de borboleta -, que lhe enfeitava o umbigo. Depois, seguindo as trilhas do corpo, alcançou o volume dos pelos cuidadosamente aparados. Afastando ligeiramente as pernas, abriu com dois dedos os lábios vermelhos e inchados. Viu-se brilhosa por dentro. Como se guardasse em si, milhões de pequenas estrelas.

Um solavanco na porta, marcou a chegada do homem. Vendo-a assim, Henrique sorriu feliz.

Girando os braços, o homem livrou-se da pesada jaqueta negra acamurçada e da camisa social, cujos botões insistiam em não colaborar. Febril, a mulher, não ficou impassível. Abaixando-se a sua frente, desafivelou o cinto, abriu o botão que moldava a cintura, desceu o zíper e enfiando os dedos de ambas as mãos por dentro da roupa, puxou para baixo com um único movimento: a calça e a cueca branca de algodão. Com uma satisfação quase física, Cláudia viu saltar - bem ao alcance de sua boca -, o membro teso de Henrique.

- Que pau delicioso! - disse ela
- Como sabe, se ainda não provou? - respondeu ele, quase como uma instrução.

A menina sorriu, pousou com delicadeza as mãos nas laterais do tronco do homem e aproximando-se mais, entreabriu os lábios e tocou delicadamente sua língua na ponta do pênis ereto. Ele como voyeur, observava o modo como Cláudia projetava a língua para carinhosamente tocar a extremidade de seu sexo vermelho. Henrique apreciou particularmente modo como a boca de macia, ao moldar-se perfeita ao redor de sua glande, criava pequenas depressões nas laterais da face da menina.

Ela lambeu-o devagar, com a delicadeza de uma gata, e depois apertando firme seus lábios à volta do pau, forçou para baixo a pele do prepúcio, descobrindo-lhe a glande por completo. Em razão disso, Henrique suspirou e ficou ainda mais excitado. Cláudia prosseguiu lambendo a haste dura em toda a sua extensão, inclinando a cabeça, apertando o vaso azulado que lhe corria à flor da pele, sentindo dentro dela a rugosidade de suas formas e a rigidez dos feixes que o mantinham ereto. Após mordiscar o membro, com os dentes muito brancos, a menina levantou o saco teso com a mão e massageando os testículos, colocou-os dentro da boca para sugar de forma alternada, hora um depois o outro.

A medida que sugava com mais intensidade o pau de Henrique, Cláudia percebeu que a excitação de seus lábios e de sua língua comunicava-se ao prazer de seus seios e boceta. Agachada, sentia o mel pingar de dentro dela, escorrendo da xana em direção as coxas com tanta abundância, quanto a saliva com a qual molhava nesse momento em sua boca, o pau quente do amante.

Com os dedos, Henrique afastou os cabelos longos, que encobriam o rosto da menina, e apoiando suas mãos nas têmporas da jovem, impediu novos movimentos. Henrique, queria agora uma satisfação mais plena.

Sentando-se sobre o vaso, o órgão elevou-se entre suas pernas como um obelisco de carne. De frente para ele, a mulher aproximou-se, abriu as pernas e montou, fazendo dele sua sela. Descendo suave e fazendo com que o pau desaparecesse lentamente dentro da gruta faminta, gemeram os dois.

Com as mãos pousadas sobre os ombros dele, Cláudia começou a rebolar o quadril, projetando-se para frente e para trás. Henrique deliciava-se com a visão dos seios que como pêndulos balançavam ao ritmo da cavalgada. Não resistindo, segurou-os por baixo, pelas bases mais redondas, e deixando-os ainda mais volumosos e empinados, trouxe-os ao alcance das carícias de sua boca. Enquanto a mulher amazona, galopava seu membro em completo abandono, ele lambia e mordia-lhe a carne tenra dos seios, brincando com os mamilos, que moleques, tentavam devolver a pressão exercida, empurrando de volta a ponta áspera da língua de sua língua.

Como um bebê faminto, Henrique sugava-lhe os seios, tentando em vão puxá-los inteiros para dentro da boca. Uma onda de calor a devorava por dentro enquanto sentia sua boceta mastigar o membro rijo. A respiração forte da mulher, denunciava a proximidade de um novo orgasmo.

- Você quer gozar? Quer ? - perguntou ele, certo da resposta
- Quero... quero... você... Vo..cê, vai g..ozar comigo?
- Não, ainda não.. mas você pode gozar. - determinou ele

A mulher acelerou os movimentos até torná-los quase insanos, depois, enterrando os dentes no ombro do homem para não gritar, gozou abundantemente em ondas sucessivas. Completamente imóveis, sentiam ambos, os reflexos prolongados do orgasmo da mulher.

- Levanta. - disse ele, momentos depois

A mulher obedeceu.

Deixando-a de costas, reclinou o corpo da mulher, apoiando seus braços sobre a superfície da bancada da pia e colocando seu joelho por entre as as pernas da menina, afastou-lhe as coxas. Depois, com a mão esquerda, enrolou os longos cabelos até torná-los uma trança única, e girando-a em torno da mão, fez dela uma rédea.

A mão direita correu firme, com os dedos abertos como patas pelas nádegas e costas suadas da mulher. Henrique, deliciou-se com o vale formado pelo corte serpenteado da espinha da mulher. No longo caminho entre a bunda e a nuca, parou diversas vezes, para lhe amassar e acariciar a carne. Tocou-lhe o pescoço, onde o sangue pulsava frenético, subiu pelo rosto, e deixou os dedos brincarem com os lábios e com a língua da mulher.

Curvou-se sobre ela, deixando-a sentir sobre si, o peso de seu corpo e a textura dos pelos fartos de seu peito. Lambeu-lhe o lóbulo da língua, molhando as cartilagens e brincando com a jóia em forma de pingente. Depois, aproximando ainda mais sua boca do ouvido da mulher, disse em tom quente e obsceno:

- Está pronta? 
- Para o que.. o que você quer?
- Está pronta? - insistiu ele
- Estou... 

O homem pincelou a glande na entrada molhada da gruta da mulher. Como o mel fluía dela! A cada contato, a cada nova passagem ela tornava-se mais úmida, até que em um determinado momento, não sentiu mais contato algum. Quis virar e descobrir porque ele a tinha privado do contato de seu pau, mas ele não permitiu. Porém, não demorou muito para saber o porque.

Henrique segurou-lhe as nádegas e fazendo delas um fruto, inclinou-se e deu um longo beijo no lugar onde convergiam ao botão mais fechado do vale. Depois, mantendo-a curvada, e com as pernas bem afastadas, colocou a glande de encontro ao ânus da mulher. O coração de Cláudia disparou, e ela sentiu o sangue fluir tão rápido, que julgou que qualquer um a bordo seria capaz de ouvi-lo correndo em suas veias.

Henrique, percebendo a tensão da menina, deixou a mão direita escorregar por entre suas coxas para iniciar uma série de novas carícias, enquanto mordia-lhe levemente as costas. Depois, beijou e lambeu languidamente a nuca da jovem, no exato ponto onde as penugens começavam a alongar para transformar-se em fios de cabelo.

Cláudia abriu olhos e boca no exato momento que o homem iniciou o mergulho, mas a medida que a glande vencia suas resistências, a mulher relaxava e cerrava forte as pálpebras. Quando a glande entrou por completo, o homem cessou seus movimentos para que ela se acostumasse. Depois, notando que a mulher já o tinha absorvido, afundava-se ainda mais. Vez ou outra, quando a febre o queimava mais intensamente, deixava sua mão direita abandonar o sexo da mulher, para chicotear-lhe levemente a bunda branca e redonda.

Quando o pau finalmente acomodou-se todo dentro dela, Cláudia percebeu feliz que o incômodo e desconforto inicial, havia cedido seu lugar ao prazer. E assim, sentindo o homem colado a ela, e os pelos roçando-lhe a pele macia, incentivou-o a movimentar-se dizendo que gozaria novamente: desta vez, com ele.

Henrique começou então a projetar-se, mexendo convulsivamente, empinando-a pela rédea dos cabelos, e arrancando-lhe pequenos gritos abafados, ao estalar a mão aberta sobre a pele das nádegas já avermelhadas. E assim, nesse frenesi, ele largou-se sobre ela e gozou forte como um animal, enchendo-a com os jatos grossos de porra quente e perfumada.

Sentindo-se inundar, Cláudia em êxtase gozou mais uma vez.

Relaxados, vestiram-se e discretamente voltaram às suas posições. No caminho, a comissária lançou-lhes de soslaio, um olhar cúmplice, fazendo-os rir como se fossem crianças pegas pela mãe, comendo doces antes do jantar.

Sentaram-se e pela janela, viram que o sol já despontava. Em poucas horas estariam em Paris. Com um olhar meigo, mas ainda pleno de fogo, Henrique perguntou a mulher.

- Amanhã, janta comigo?
- Claro. 
- E depois de amanhã?
- Também..
- E depois? 
- Também... - respondeu rindo.

E assim, em meio as nuvens, abraçaram-se e dormiram.

8 comentários:

MARÍLIA disse...

LOBINHO...TE LER É SEMPRE MUITO PRAZEROSO E EXCITANTE,TU ESCREVE TÃO BEM E É TÃO DETALHISTA QUE NÃO TEM COMO NÃO VIAJAR A CADA PALAVRA,TODA VEZ QUE TE LEIO SINTO-ME TRANSPORTAR PARA CADA NOVA AVENTURA...TU ME INSPIRA,TUAS PALAVRAS CARREGADAS DE EROTISMO E SEDUÇÃO ME ENCANTAM!!!
AMANDO TE LER QUERIDO!!
BJOSSS
MAH

Loboguará disse...

Oi Mah.. puxa menina.. como é bom chegar aqui e sentir o teu carinho. Te gosto muito menina.. e saiba que essas trilhas serão sempre tuas também. Tens cantinho cativo em meu peito... Lambidas do Lobo

LadySiri disse...

Viu Lobo! Eu bem q te disse, rsss

Olha, um sufoco pra chegar ao fim do conto...Vim gozando a cada parágrafo kkkkk

Ai! Coisa de louco você viu...o Dom Juan dos Contos, rs

Beijos meu amado!

Loboguará disse...

Minha lady... teus gozos como teus sorrisos me fazem imensamente feliz... Esse lobo não existe sem essa Lady tão charmosa e querida... Adoro vc. Lambidas do Lobo

SenhoraLúcifer disse...

Fui eu que viajei no seu conto! Inspirado.

Beijos gulosos em você.

Loboguará disse...

Mina capetinha... se soubesse como vc me faz bem... sou eu quem sempre viajo em você é nesse teu modo de ser amiga sem medidas.. você é a capetinha mais amada do mundos (desse e de qualquer outro que exista ou venha a existir). Te adoro de monte.. Lambidas do Lobo

Fantasma Camarada disse...

CARACA SR. LOBO tu escreve muuuuito...

Claúdia... Me fizeste lembrar de uma "Claudinha" hummmm... Do tempo em que eu caçava... HOJE sou POSSE... meu "tiro saiu deliciosamente pela culatra" já faz um tempinho...

Abraço horripilante amigo...

Fantasma Camarada
(também rs {Mansinho}_da {Loirinha}_do Wolvie)

Loboguará disse...

Obrigado meu amigo ... bom demais te ver por aqui... venha assombrar minhas trilhas sempre que quiser... grande abraço